Os efeitos colaterais das cirurgias para retirada de tumor no cérebro

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Os efeitos colaterais das cirurgias para retirada de tumor no cérebro

As complexidades inerentes aos pacientes neurocirúrgicos, as internações prolongadas, os procedimentos de emergência e as complicações secundárias acabam por aumentar o risco de efeitos colaterais.

O risco do tratamento cirúrgico

As complexidades inerentes aos pacientes neurocirúrgicos, as internações prolongadas, os procedimentos de emergência e as complicações secundárias acabam por aumentar o risco de efeitos colaterais. Acontece que o tratamento cirúrgico do cérebro pode danificar células e tecidos saudáveis, desencadeando efeitos que dependem das características da doença e do quanto ela exige da terapia - sendo que esses efeitos não têm o mesmo impacto em todo mundo.

Tudo isso precisa estar claro para o paciente antes da cirurgia e, caso ele aceite se submeter ao procedimento, deve ser instruído sobre como lidar com as possíveis consequências.

Os efeitos secundários no pós-operatório

Nos primeiros dias após a cirurgia, os sintomas mais frequentes são dores de cabeça (cefaleia) ou desconforto, cansaço ou debilidade. Outras complicações são:

1) Edema. Inchaço no encéfalo provocado pela maior quantidade de sangue ou de líquido cefalorraquidiano. Neste caso, os médicos administram esteroides e, se necessário, fazem uma segunda cirurgia para drenar o líquido e cessar o inchaço;

2) Infecções, geralmente tratadas com antibióticos;

3) Dificuldades cognitivas, de visão ou fala; alterações de personalidade ou ataques epilépticos que normalmente diminuem ou desaparecem com o tempo, mas deixam sequelas. Neste caso, fisioterapia, terapia da fala ou ocupacional são as opções de tratamento.

Complicações sistêmicas x Complicações neurológicas

Os procedimentos neurocirúrgicos programados estão majoritariamente relacionados a complicações sistêmicas (estado geral de saúde), já aqueles procedimentos de emergência têm maior relação com complicações neurológicas e taxas de mortalidade (risco de morte).

As complicações neurológicas incluem diminuição do nível de consciência, vasoespasmo, convulsões, hipertensão intracraniana, déficits motores, entre outros. Já as complicações sistêmicas incluem náuseas e vômitos, hipotensão, desconforto respiratório e infecção do sítio cirúrgico, dor e infecções nosocomiais.

Fonte: Medical Site